FIPAN 2018 – Cobertura Exclusiva da Maior Feira de Panificação e Confeitaria

  Postado em   2 comentários

FIPAN 2018 - Cobertura Exclusiva

“A maior feira da América Latina”. Esta é a característica repetida em uníssono entre visitantes e expositores da FIPAN 2018, edição que completa 25 anos de história desta feira. Foram quatro dias de muita movimentação, com cursos gratuitos, palestras, eventos, exposições e muitos negócios fechados entre os 330 expositores de 500 marcas e aproximadamente 65 mil visitantes, profissionais de panificação e confeitaria. Não houve um dia em que a FIPAN não mostrou grande circulação durante todos os horários do evento.

MUITOS LANÇAMENTOS, MUITOS NEGÓCIOS

Para chamar a atenção dos visitantes, os estandes da feira traziam o que há de mais novo no setor, seja em maquinários, equipamentos ou matérias-primas. “A gente sempre guarda alguns produtos para lançar na feira”, diz Juliana Cueva, da Adimix, em meio à agitação de seu balcão de demonstrações, que ficava ao lado do varejo montado no estande da marca. Com o aprendizado adquirido nos dezoito anos de FIPAN pela empresa, Juliana diz que os lançamentos são uma demanda do público, que deseja uma conversa mais direta com a empresa, para aprender as aplicações das novidades. O modelo de estande de matérias-primas, com balcão de demonstração e aulas-show, onde o público se concentra para aprender e, claro, ganhar brindes e degustar delícias preparadas pelos mais renomados chefs do Brasil, sem contar alguns internacionais, foi seguido por grande parte dos expositores, garantindo o agito nos corredores.

Mas lançamentos não são exclusivos de fabricantes de matérias-primas. Pelo contrário. As equipes de pesquisa das fabricantes de equipamentos quebram a cabeça para se manter na crista da onda no que se refere a seguir as normas regulatórias, ao mesmo tempo que tentam otimizar o trabalho de panificadores e confeiteiros, economizando seu tempo e aumentando a qualidade de produtos, e oferecem novos processos e tecnologias, concorrendo de igual para igual com fabricantes estrangeiras – ou, até mesmo, unindo-se a elas. De acordo com Rinaldo Camargo, da Ferri, “a gente tem outros meios de fazer um lançamento, mas não tão eficiente quanto a FIPAN”. Para ele, “o público é maciço, a gente tem o Brasil inteiro participando desta feira, clientes nacionais e internacionais”. “O resultado é muito positivo”, de acordo com Ricardo Licheski, da Progresso.

O setor de máquinas e equipamentos só tem aumentado, na FIPAN. Estreantes, como a AM Fornos e expositores em todos os 25 anos, como a Brasforno são só elogios à feira, que traz negócios não só para os quatro dias, mas garantem um bom movimento de vendas por meses após o acontecimento da feira. “Esta primeira exposição nos mostrou que este contato na FIPAN traz muitos clientes novos, que levaríamos um tempo a mais para captar no mercado”, diz Jammys Crem, da AM Fornos. Já para Renato Tafaro, da Brasforno, “Sempre foi um movimento muito bom. Este ano, foi um movimento muito qualificado, de pessoas que sabiam o que estavam procurando. Então, para nós, foi muito bom, não só nos quatro dias de feira, como teremos trabalho durante um mês, um mês e meio à partir daqui, para concluir negócios que se iniciaram na feira”.

“Nós fazemos negócios. Tudo o que está aqui, está disponível para o cliente comprar”, explica William Tavares, da Dom Carmine, que atende todo o Brasil e está muito satisfeita com seus cinco anos consecutivos de FIPAN. Estandes lotados, muitos novos clientes, muitos negócios fechados e, principalmente, muitos contatos abertos. “A FIPAN é muito importante para a gente, tanto durante, como no pós-feira”, declara Vitor Rossato, da Euro Formas.

Há, ainda, empresas que pretendem trazer para o contato com o consumidor a mesma experiência de interação dos meios virtuais. A Lesaffre, multinacional que tem um contato muito próximo com o usuário de seus produtos, apostou nesta sinergia para a FIPAN. “Acho que a gente utiliza um caminho que conversa muito bem com a estratégia da FIPAN e de outras feiras mundiais, que traz para os pequenos e médios panificadores possibilidades às quais ele não tem acesso, como orientações de cardápios, mix de produtos, receitas e possibilidades de transformar pequenos negócios, não em negócios grandiosos, mas em negócios mais lucrativos, bem orientados e focados”, diz Ayla Meireles, asessora de imprensa da marca no Brasil. “A FIPAN tem uma importância estratégica para a empresa, porque participar de feiras já é uma cultura da Lesaffre”, declara Ligia Pugliesi, do marketing da empresa, que sempre marca presença em importantes feiras, como a IBA e a EUROPAIN.

ASSOPREM AS VELINHAS!

A FIPAN também é um excelente local para comemorar o aniversário das empresas. Os destaques deste ano foram a Nita, nacional de 50 anos, que quer consolidar sua marca entre os profissionais e a multinacional Bunge, de impressionantes dois séculos de fundação. A empresa bicentenária preparou o que tinha de melhor para expor todo o seu portfolio de produtos, “desde a entrada, até a sobremesa”, como nos conta Luiz Farias, o frontman do braço brasileiro da marca. “É um conceito maravilhoso (…), temos uma academia, com profissionais especializados, demonstrando o tempo inteiro”, complementa. E continua: “Aqui, nós temos a oportunidade de demonstrar e explicar ao usuário o funcionamento de todos os produtos”. “Com o respaldo da Bunge e de toda a equipe, é uma honra de estar aqui, à frente”, complementa.

Já a Nita, quis tanto mostrar os produtos para quem passava pelos corredores, como oferecer um ambiente confortável e receptivo a quem entrava, para conhecer o portfolio e os lançamentos da marca, ao mesmo tempo que lembrava sempre o aniversário da empresa. “Nós temos, até 2020, muitos projetos”, declara Luiz Santos, “O lay-out está receptivo para a comemoração dos 50 anos. Foi tudo pensado o ano todo para receber os visitantes, aqui”, completa.

DE CARTEIRINHA

Algumas empresas estão com a FIPAN desde o começo ou há muitos anos e acabam se tornando parada obrigatória de visitantes que querem obter, ao menos, uma linha de comparação ou saber o que há de mais interessante e inovador em alguns aspectos do setor. É o exemplo do estande da Santa Mônica, que todos os anos mantém o nível de cerotonina dos visitantes no alto, oferecendo o melhor em grãos e tecnologias de preparo para a bebida mais vendida das padarias. “A Santa Mônica, eu vejo como uma das âncoras da feira”, declara Marcelo Moscofian, “o pessoal já reconhece, vem aqui, sabe que o café é aqui, então, a gente traz muitas novidades”, completa.

Na mesma toada esteve a Prática. A parceira do PADACON na promoção da Copa Padacon não foi à FIPAN apenas entregar o repaginado forno Mini Conv ao vencedor, mas, sim, para mostrar muitos equipamentos, frutos de anos de pesquisa e desenvolvimento, para melhorar o fluxo de trabalho nas padarias e oferecer mais alternativas para profissionais que preferem o trabalho artesanal. “Nós vemos na FIPAN o que há de mais moderno para o setor e temos visitantes de altíssimo nível, trazidos pelas competições e eventos. A Prática oferece isto a quem visitar e conferir o estande”, explica Luiz Resende.

INTERNACIONAL

Além de visitantes e expositores representando todos os Estados brasileiros, trazidos por 180 caravanas de todos os cantos do País, trazendo o impressionante número de 1300 cidades marcadas na feira, a FIPAN ainda traz expositores e visitantes de 47 países diferentes, transformando-se numa verdadeira feira internacional. “Nós, como uma empresa chinesa, que quer se inserir no mercado Latino Americano, vemos a FIPAN como a escolha certa [para expor a nossa marca]. Aqui, encontramos desde o cliente industrial, até pequenas padarias e profissionais independentes. Realmente, muitos clientes”, comemora Hunter Hang, da Angel Yeast. “Nós participamos há anos da FIPAN e percebemos que, a cada ano, mais empresas vêm para a feira, interessadas em crescer e fazer novos projetos”, declara Michele de Toni, da italiana Tecnopool.

A FIPAN É MUITO MAIS

As empresas que expõem na FIPAN são o fundamento para a existência da feira e para o espírito de empreendedorismo e mercado que habita o Expo Center Norte todos os anos, mas a feira não é apenas isto. Enquanto as marcas mostram ao público da feira o que há de melhor e mais moderno no mercado de panificação e confeitaria, as escolas oferecem cursos, workshops e palestras aos visitantes e eventos movimentam a feira o tempo inteiro.

Pelo segundo ano consecutivo, a FIPAN organizou a Arena do Confeiteiro e trouxe para seu público uma série de aulas das mais variadas técnicas de confeitaria com os chefs professores mais badalados do país. Nomes como Luciane Neves, Rafael Barros, Leo Vilella, Tati Benazzi e Regina Célia Cruz, entre dezenas de outros, alguns, inclusive, participantes de realities de TV deram uma média de 20 aulas por dia no evento, enriquecendo de conhecimento quem parava um pouquinho nas filas para assistir a próxima aula. “O visitante perde 20 minutos, meia hora pra esperar uma aula. 40 minutinhos praquele chef mais badalado, mas não muito além disto”, de acordo com Lu Neves, que coordenou o espaço junto com Rafael Barros. “A confeitaria brasileira vem crescendo e o número de visitantes acompanha. A FIPAN cresceu 20% desde o ano passado em número de expositores e muitos deles são voltados para o público de confeitaria. Isso mostra o desenvolvimento do setor”, declara Rafael.

Já para a panificação, o grande destaque foi a execução da etapa brasileira do Mondial du Pain, promovido pela Puratos e que garantiu vaga para um brasileiro na final, que será executada em Nantes, na França. Durante os quatro dias de feira, a competição foi acirrada e os doze competidores executaram 9 horas cada um de tarefas complexas, incluindo uma escultura de pão, para a apreciação de jurados internacionais, além de Rogerio Shimura, diretor e fundador da Escola Levain e da rede Shimura Pães e Doces e a coordenação de Johannes Roos, Embaixador do Pão no Brasil, especialista em fermentação natural da Puratos, que recebeu homenagens durante a feira e foi encarregado de entregar o prêmio de melhor padeiro do Brasil a Fernando de Oliveira.

Além dos grandes eventos, ainda tivemos o espaço FIPAN Pizza, que teve palestras e demonstrações ininterruptas para ensinar variações e peculiaridades neste lucrativo negócio da pizza na padaria e a Estação Café, que também oferecia aulas e degustações para incrementar o serviço de café nos estabelecimentos. Isto, sem contar as mais variadas palestras e visitas ilustres a estandes de empresas durante todos os dias da feira.

BORA PRA 2019?

Outro consenso entre públicos e expositores é que a FIPAN não é uma feira de quatro dias. Ela dura o ano inteiro, seja em complemento de negócios e procura por produtos, seja em preparação e desenvolvimento, tanto em tecnologia, quanto em marketing, para a exposição do ano seguinte. “Eu vejo a FIPAN como uma Copa do Mundo”, diz Luiz Farias, “mas na Copa, a gente se prepara quatro anos. A FIPAN, não. É o ano todo se preparando para vir e expor e, acabou esta feira, lá vamos nós nos preparar, já para 2019”. “Eu quero ver esta feira se desenvolvendo cada vez mais! Nos moldes que nós vemos na Europa, eu vejo que nós já estamos muito próximos [do nível iternacional] ou, mesmo, equiparados”, festeja Rafael Barros. “Parabéns FIPAN e toda a organização, todos os envolvidos, por mais um ano de sucesso”, diz Marcelo Moscofian. E que venha mais um ano! Mais 25! Muito mais do que isso!

Categorias: Notícias

Autor: pre